State of Love and Trust

Blog de brunamion :Me Myself and I, State of Love and Trust

 

Começou tão fácil:

-Oi!?

-Oi!!

-Tô afim de te beijar!

-Tudo bem...

-Foi um prazer!

-Então tchau!

Quem diria que haveria tantos outros beijos após esse dia...

Claro que não tinha nenhuma pretensão, intenção ou qualquer outra coisa que não fosse o puro acaso e a vontade fulminante de aproveitar esses acasos que se tornaram tão freqüentes numa freqüência que durou anos.

E nesses anos tanta coisa aconteceu...

Encontros, desencontros

Troca de caricias, de palavras ofensivas

Situações engraçadas, outras constrangedoras

Declarações, revelações

Brigas, intrigas, desejo...

E o desejo se transformou em Amor!       

Um sentimento não planejado, até mesmo repugnado que cresceu sem ser percebido e que me proporcionou uma felicidade nunca antes sentida...

Começou tão fácil, ficou tão complicado e hoje é a coisa mais complexa e perfeita que já vivi.

Que bom que você apareceu no meu caminho, e que ótimo que não te perdi nele...

 

 

quarta 14 outubro 2009 02:22 , em Bruna Mion


Convencida!

Os homens não amados, os livros não lidos, os lugares não visitados, as experiências não tidas, as coisas não possuídas, a vida não vivida...

 Existem dentro de mim com a mesma força do que amei, vi, tive e vivi. Só que no território imaginado, que me consome e é tão real quanto seu avesso.

Pela primeira vez me conformo com as perdas e ausências da minha vida,

Com o fato de que serei sozinha para sempre.
É um alivio- e me alegra- pensar-me uma solteira convicta e auto-suficiente.
Não sei se devo chamar de velhice ou de maturidade não esperar mais nada, amainar a ambição e o desejo, me convencer de que minha vida é o passado, o amor é o passado, e no passado ele não era amor; o sexo é o passado e o passado não conta, de nada serve, um passado sem importância, nem registro pra ninguém.

Não vivo nele, mas no presente, e abraçada ao presente em que vivo sou apenas o que sou, não quero e nem posso ser outra coisa, não preciso de nada, não terei nada, não tenho nada mais a receber, a não ser a própria vida que levo (...)

“O passado é só um rastro do instante, num instante qualquer”

“O importante na vida não é atingir um objetivo, chegar a um lugar, mas curtir cada momento, pois como o mundo não para de dar voltas, a forma da viagem é mais importante do que seu destino.”

 

(AS 5 estações do Amor- João Almino)

sexta 31 outubro 2008 19:02


O melhor dos Ensaios.

 

 

Ensaio sobre a cegueira é um livro sobre a ética, o amor e a solidariedade, em todas as suas distorções, proporções e antônimos.

 

O livro mostra de forma brutal como pessoas civilizadas passam à um estado selvagem de auto-sobrevivência, num colapso de cegueira.

 

José Saramago enfoca conceitos de humanidade, solidariedade e caráter, que são deixados de lado pelos personagens devido à epidemia que os atinge.

 

O que nos é colocado é a forma como essas pessoas resolvem suas necessidades e aflições, e de como num instante, perde-se totalmente pudores e tabus sociais. Dificuldades são resolvidas como numa guerra, onde é cada um por si, salvo em alguns pequenos grupos de pessoas.

 

Esse caos nos choca de imediato, a idéia de perder a dignidade, a moral e a higiene, por exemplo, é colocada em debate a cada pagina.

Os personagens também perdem sua identidade: nomes e tratamentos perdem seus valores no convívio diário dos cegos, e chegamos à ultima pagina sem saber o nome de nenhum deles.

 

Faço uma comparação da obra com o livro “Blecaute” do Marcelo Rubens Paiva, onde um grupo de amigos se depara com toda a cidade petrificada, sem vida humana além a deles. Lá, os conceitos humanitários também são postos em jogo, mesmo que de uma forma mais sutil, mas o espírito de sobrevivência perante ao caos generalizado é o mesmo do “Ensaio sobre a Cegueira”.

 

 

Nesse ano o filme será lançado aqui no Brasil, e a direção é do Fernando Meirelles, no elenco também  tem uma brasileira, a Alice Braga, fazendo o papel da garota dos óculos escuros.

Mas eu recomendo lerem o livro antes, porque todo mundo sabe que a interpretação que temos lendo é muito mais rica do que assistindo.

 

Bruna Amaral

sexta 15 agosto 2008 22:39 , em Bruna Mion


Cocaina

Blog de brunamion :Me Myself and I, Cocaina

A História da Cocaína

 

 

Os Primórdios de sua Utilização:

 

A planta Erythroxylon Coca, comumente conhecida como Coca, já era utilizada pelos índios da América do Sul, como os incas, por exemplo, há milhares de anos. Eles mascavam as folhas da planta, um hábito chamado “coquear” e atribuíam à planta propriedades mágicas e consideravam-na sagrada: acreditavam que com ela, entravam em contato com deuses e espíritos, que os protegiam.
A Utilizavam em rituais de nascimento, de iniciação sexual, funerário, e como anestésico local, e seu chá para curar dores de estômago.

 

Apesar de levada ao conhecimento europeu já nos primeiros anos da colonização espanhola, por Américo Vespúcio (1505), Fernandez de Oviedo (1535), e Nicholas Monardes (1565); as folhas de coca não conseguiram popularidade nesse continente de imediato, (provavelmente devido à deterioração da planta durante o transporte), permanecendo um costume indígena até então. O interesse europeu pelas propriedades farmacológicas da folha de coca apareceu com efusividade na virada do século XIX: iminentes botânicos, farmacêuticos, e médicos, atribuíram-lhe denominações tais como “tesouro da matéria medica”, “saudável e condutora da longevidade”, “evocadora das potências do organismo, sem deixar sinal algum de debilidade conseqüente”.

 

Na década de 1880, a coca passou a circular por toda Europa e América do Norte, sob forma de chá. O cultivo e produção eram feitos no Peru, onde havia um órgão do governo que controlava a coca licenciada para a exportação farmacêutica, a Empresa Nacional da Coca.

 

 

Comercialização:

No intuito de expandir os negócios, a Empresa Nacional da Coca fez uma campanha dos benefícios da coca, lançando uma bebida chamada “INCA HEALTH TEA”, algo como “Bebida Saudável dos Incas”, que logo se popularizou entre os norte-americanos e europeus. O chá de coca era tido como um “melhorador de humor” e então, começou a ser prescrito para dependentes de cocaína.

 

Em meados do século XIX, aparecia no mundo outra bebida que continha coca: era o vinho de coca. O seu criador, o empresário Ângelo Mariani, desenvolveu o vinho de coca para uma atriz deprimida, que obteve resultados fantásticos. A bebida tornou-se popular entre várias personalidades: a Rainha Victoria, William McKinley (presidente dos EUA), o Papa Pio X, e o Papa Leão XII que chegou a conceder ao vinho Mariani um selo oficial de aprovação e uma medalha de ouro ao seu criador.

 

 

 

Já no final do século XIX, havia 69 tipos de bebidas que continham cocaína em sua fórmula, e entre elas, a mais conhecida até hoje: a Coca-Cola, criada por John Pemberton, era vendida para o combate à cefaléia, como tonificante, como ajuda no combate à dependência de morfina, entre outros males. Com o advento da Lei Seca, Pemberton substituiu o álcool da formula por noz de cola (continente da cafeína), gaseificou a água e anunciou-a como “a bebida dos intelectuais e abstêmios”, uma garrafa de 6 onças da bebida continha, em média, 2 miligramas de cocaína, e só em 1901 a coca-cola a retirou de sua fórmula.

 

A medicina adotou definitivamente a substância da coca, após a obtenção do principio ativo puro, isolado por Albert Nieman. Antes, o químico Gaedecke já havia extraído um resíduo oleoso das folhas de coca, ao qual denominou Eritroxilina.

As indicações da cocaína para tratamento das dependências químicas, como estimulante incapaz de danos secundários, ideal para exaltar o humor, espantar a depressão e “deixar as damas em plenas de vivacidade e charme”, foram publicadas nas principais revistas médicas da época, na Europa e nos EUA. Suas propriedades anestésicas foram utilizadas no tratamento de dores de dente e garganta, em bloqueios anestésicos e abriu uma nova fronteira nas cirurgias oftalmológicas. Era utilizada pelas vias oral, nasal, ou por meio de injeções intradermicas.

 

Entre 1880 e 1884 o Therapeutic Gazette publicou 16 relatos de cura da dependência de ópio pela cocaína. Mas foi a manografia de Sigmund Freud, “UBER COCA”, em 1884, que sintetizou aquilo que vinha sendo falado e escrito pela comunidade cientifica nas ultimas décadas. O trabalho do então desconhecido cientista, elogiava a capacidade da substancia de exaltar o humor, combater o “morfinismo” e o “alcoolismo”, transtornos gástricos, caquexia e a asma, além de ser afrodisíaco e anestésico local.
Nessa longa exposição da coca, Freud conta sua historia e seus usos, migração para a Europa, efeito em animais, efeito no corpo humano e finalmente, os usos terapêuticos da cocaína.

 

Por onze anos, Freud utilizou regularmente a cocaína em sua forma de alcalóide, em pó, e defendeu seus princípios ativos, até mesmo quando começaram a aparecer evidencias de seus malefícios. Ele esperava curar diabetes com cocaína e a experimentou em muitos amigos e pacientes. Ele insistiu que dependência ou o abuso da cocaína nunca fora reconhecido como um fenômeno em si, mas em vez disso, que ocorria entre pessoas que haviam sido, anteriormente, dependentes da morfina e que se fosse usada por um longo período, mas moderadamente, não seria prejudicial ao corpo. Freud concluiu que a cocaína não tinha ação direta nos sistema neuromuscular, podendo, porem, atuar sobre ele, em certas circunstâncias, quando melhorava o bem-estar geral.

 

 

O Outro Lado da Coca:

Em desacordo com a tese de Freud, o tempo revelou os malefícios da cocaína em seus consumidores: sintomas psicóticos e depressivos, insônia e relatos de abuso e dependência, onde o consumo era classificado por seus usuários como uma “tentação irresistível”, golpearam os elogios incondicionais que a substancia vinha recebendo ate aquele período. Por volta de 1900, pelo menos 400 casos agudos ou crônicos de danos físicos e mentais relacionados à cocaína já haviam sido publicados na literatura medica. Por volta de 1905, o consumo inalado da cocaína já era bastante difundido nos EUA, e o primeiro caso de lesão da mucosa nasal foi publicado pela literatura médica em 1910. As sociedades médicas, no inicio partidárias, e depois convertidas em ferozes opositoras da cocaína, passaram a criticar sua venda pela indústria farmacêutica, afirmando que esses haviam promovido a substância de uma maneira irresponsável e não científica.

A partir da segunda década do século XX, observou-se no início um declínio no consumo da cocaína nos EUA e na Europa até atingir níveis insignificantes. Para tal, alguns fenômenos foram determinantes: o fortalecimento do puritanismo e da ideologia proibicionista nos EUA, culminando no aparecimento de leis restritivas e punitivas, que baniram a cocaína e a heroína do mercado livre, controlaram as importações desses produtos, e perseguiram os médicos que prescreviam tais substâncias. A depressão econômica que se estendeu até os anos 40, deixando menos dinheiro para gastos supérfluos. O surgimento, na Europa, de medidas sócio-educativas e de saúde publica, visando à prevenção e ao tratamento desses pacientes. E por fim, a anfetamina, um novo e potente estimulante de longa duração, foi sintetizada em 1932 e era mais barata que a cocaína.

Os movimentos contraculturais beat e hippie, dos anos 50 e 60, usavam a cocaína como forma de percepção, contestação e saída do sistema autoritário em que viviam. Durante esse tempo, a cocaína era considerada uma droga leve, incapaz de causar sintomas de dependência física e por isso foi pouco visada num primeiro momento . A maioria dos músicos da época eram usuários de drogas. A principal representação musical era o rock, e das bandas que surgiram na década de 60, quase todas tiveram contato com a cocaína. A música e a droga tinham uma ligação muito íntima. Muitos músicos se drogavam para compor. Em shows tanto banda como público estavam sobre efeito das drogas.

 

O álbum “Sg.t Peppers Lonely Hearts Club Band” dos Beatles, considerado um dos marcos na história da música, foi inteiro composto, produzido e gravado sobre os efeitos da cocaína e do LSD.

 

 

O consumo da cocaína voltou a aparecer em grande quantidade nos anos 70, até então o consumo se manteve bastante marginalizado, e um dos fatores para seu ressurgimento em grande escala foi que os EUA estavam concentrados na repressão contra outras drogas que naquela década estavam em maior evidência, como a anfetamina, o que permitiu que outras substâncias circulassem pelo país livremente. Outro fator determinante da época foi a profissionalização do narcotráfico colombiano, que aumentou a disponibilidade da droga e diminuiu seu preço.

  

Uma parcela sempre crescente dos jovens continuou fascinado pelas drogas, Christiane F., por exemplo, uma jovem que aos 13 anos já era dependente de cocaína e heroína, e que mais tarde escreveu um livro contanto toda essa sua experiência (Christiane F. 13 anos, Drogada e Prostituta).

 

E a cocaína acabou por se transformar em indicadora de status. O conseguiu inclusive tirar da droga a característica contestatória que ela havia ganhado com a maconha e as experiências lisérgicas da década de 60. Virou presença indispensável e indisfarçável nas festas sofisticadas, subiu às coberturas e esteve no fundo de mármore das piscinas particulares.

 

 

Desse modo a cocaína se apresentou nos anos 80 como um estimulante relativamente inócuo e eminentemente urbano. O alto custo inicial da substancia, sua reputação de droga das elites conferiram-lhe uma imagem de algo desejável. O estilo de vida de uma nova geração, nascida durante os anos efervescentes do movimento hippie, mas ideologicamente oposta a esse, estava associado à cocaína: os Yuppies (Young Urban Professional, algo como jovens profissionais urbanos). Eram pessoas bem sucedidas e com eles, o consumo de cocaína inalada era visto como provedor de energia, auto-estima e ambição social, atributos para esses jovens executivos.

 

Nos anos 80, a cocaína atingiu extratos sociais mais baixos, e faixas etárias cada vez menores, e com preço mais acessível que chegou a custar 250% menos, no final da década.

 

Em meados da década passada a sociedade teve contato com o "crack". Denominado de "pedra" pelos usuários em nosso meio, é consumido por "via" fumada. A pedra unitária tem preço mais acessível, promovendo a impressão que o usuário economiza quando troca o consumo do pó pela pedra. Grande ilusão: a "pedra" tem quantidade mínima de substância ativa, muito menor do que o pó; seus efeitos, porém são mais pronunciados pela liberação da cocaína diretamente na corrente sangüínea através dos pulmões. Reputado como "uma nova droga" o crack não passa de um novo método de consumo de uma droga muito antiga. Próximo às áreas de produção, entretanto, uma outra forma de fumar a cocaína, há muito era utilizada: a pasta-base. Esta é uma mistura das folhas com solventes químicos, que apresenta enorme toxicidade (40% de impurezas).  Uma outra forma de fumar a cocaína é conhecida em várias regiões do Brasil com o nome de Méla ou Merla. Esta é mais tóxica ainda que a pasta base, sendo que as complicações médicas são ainda mais precoces no curso do uso da cocaína. Outra forma ainda que o organismo absorve a cocaína é através de mucosas. As complicações médicas deste consumo são imprevisíveis e freqüentemente letais.

 

Atualmente, a cocaína e seus derivados, independente de serem legalizados, ou não, são comercializados em todos os continentes e seus consumidores crescem a cada dia. O Brasil, por exemplo, tem cerca de 860 mil usuários de cocaína, o que estima um documento da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o relatório anual do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC), 0,7% da população brasileira entre 15 e 64 anos utilizava cocaína em 2005.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta 06 junho 2008 19:06


Many things to do... but I just wanna do nothing!


"Pare de me perguntar onde eu quero chegar... Isso é uma loucura."

 

"Ficar e ouvir você falar sobre dinheiro e trabalhar, sobre coisas que não vou mudar, quem sabe outro dia, hoje estou indo embora, não tenho hora pra voltar..."

 

 

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Estou tão enrolada... tanta coisa pra fazer, e eu aqui sem nem saber como começar... não estou com cabeça, nem ânimo pra fazer nada que preste..
e quando me dou conta, me encontro do nada afogada em mais um copo de cerveja... como se isso fosse meu pequeno refúgio do mundo responsável que me cerca..

 


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DRAGÕES EM GUERRA (Música:Fausto Oi / Letra:Nenê Altro)

"Não me arrependo,
que as coisas que fiz, fiz sem medo.
Então cuida dos teus,
que a noite vem
e vou cuidar dos meus.

Moro num lugar estranho,
de valores confusos e deuses viciados.
Onde as crianças morrem por nada
e por nada pagam mil pecados.

Já tentei gritar toda a dor do peito.
Expulsar demônios.
Então cuida dos teus,
que a noite vem
e vou cuidar dos meus.

Hoje na lua é festa
e podemos ver a dança
dos dragões embriagados.
Olha pela janela, tem tanta tristeza aqui
que eu só quero um abraço.

Já desenhei carneiros, chapeis e elefantes.
Já conheci guerreiros e cavaleiros errantes.
Aprendi a amar e a cantar sobre amor
mas não sei ficar aqui sem me sentir distante.

Pshhhhhh....

Não vou morrer, não sou de lugar algum.
Mas vou proteger a minha casa.
São tempos ruins, mas tudo vai passar.
Não te esqueças de mim que te guardo em meu lar.

Eles partiram com seus hinos burros
pra matar uns aos outros.
Então cuida dos teus,
que a noite vem
e vou cuidar dos meus."




 


 

 

quinta 08 maio 2008 21:17 , em Bruna Mion


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